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Ufólogo busca caminhos para decifrar enigma de vida além da Terra

Em razão do baixo número de vestígios de OVNIs no Ceará, o ufólogo Welliston Paiva está coletando amostras do solo, da água e dos vegetais identificados nos sítios que, posteriormente, são levadas para os laboratórios
Ocorrências de supostas aparições de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) no Ceará não são tão frequentes; a média, de acordo com os estudiosos desse tema no Estado é de dois a seis casos mais expressivos por ano, quando existem indícios mais fortes de sinais extraterrestres, explica o professor universitário aposentado Agobar Peixoto, um dos mais atuantes e experientes ufólogos cearenses.
Em razão do reduzido número de vestígios, outro ufólogo cearense, o coronel da Polícia Militar Welliston Paiva, resolveu aprimorar suas técnicas de pesquisas. Ele está indo além das coletas convencionais de provas, limitadas à entrevistas com testemunhas. Amostras do solo, da água, dos vegetais identificadas nos sítios de contato estão sendo colhidas e levadas aos laboratórios. O objetivo do aprimoramento está relacionado à credibilidade das suas pesquisas.
O novo modelo passou a ser aplicado nas últimas ocorrências, em Itapiúna, no mês passado, com dois registros, com relatos de luzes incandescentes e sinais físicos na vegetação, e uma em Quixadá, com a suposta aparição de um OVNI, registrada pela câmera de um celular. As cidades são vizinhas. Os três casos foram divulgados por moradores, por meio das redes socais, atiçando a imaginação humana, para a possibilidade de existência de vida extraterrestre.
"Mas é preciso ter cautela. São muitos os casos forçados e de fraudes. Por esse motivo, antes de chegarmos a qualquer conclusão, precisamos analisar todas as provas. E nada melhor do que a ciência e equipamentos sofisticados nesse auxílio. Aos poucos estamos conseguindo quebrar barreiras e contar com o apoio de físicos, biólogos e profissionais químicos, apesar de não quererem se expor, mas já estamos sendo recebidos nos laboratórios", explica Paiva.
"Quando comecei a me formar como piloto aviador, há mais de 20 anos, também passei a me interessar pela ufologia. Os relatos de avistamentos desses objetos voadores não identificados, os OVNIs, são antigos, da década de 1950. Foram outros pilotos de aeronaves, os primeiros a testemunharem essas aparições. Como conquistamos a tecnologia de voar, outros seres, de outros planetas, podem ter a mesma habilidade, e até mais sofisticada, mas precisamos provar. Essa é a minha busca", ressalta.
Tecnologia
Apesar de utilizar técnicas apenas inquisitivas, o experiente ufólogo, residente em Quixadá, Robinson Alencar, com três décadas dedicadas ao assunto, apoia a iniciativa de Paiva. "Eu utilizo também e hipnose regressa para completar minhas análises, mas desta última aparição aguardo o relatório UFO, do coronel Paiva, para dar continuidade ao caso". "Bob Peças", como é conhecido na sua terra natal, se refere ao registro mais recente, há pouco mais de uma semana, na sua cidade.
Na noite da última segunda-feira, 29 de julho, o apicultor Ismael Santos da Silva, 20 anos, divulgou a suposta aparição de uma nave. Ele estava sentado no alpendre da sua casa, a 10 km do Centro de Quixadá. Logo compartilhou nas redes sociais, acompanhado de questionamentos, alguns sérios, mas também de exageros e brincadeiras. O material audiovisual foi encaminhado por Paiva para análise digital.
Quanto aos casos de Itapiúna, em 13 e 28 de julho, Paiva aguarda análises do solo, da água e da vegetação extraída de locais do suposto surgimento de naves. "Apesar de os vestígios serem característicos de um fenômeno natural, um microburst, espécie de mini tornado concentrado, checamos todos os detalhes, inclusive se houve radiação no local. Ao contrário do que muita gente pensa, a ufologia é uma ciência quando levada à sério".
Mistérios
Se por um lado alguns fazem questão de relatar suas experiências, avistamentos e abduções, outros consideram absurdas essas exposições. "Tem gente que quer ter fama a qualquer custo. Inventar coisas é fácil. Reconheço que, alguns casos, como o do Barroso, são misteriosos. Tem gente que não acredita que o homem pisou na lua. Quem sabe, usando essas tecnologias descubram algo" diz o policial Marcos Patrício Oliveira.
Nas últimas décadas, as investigações sobre a existência de vida além da Terra têm se sofisticado. Há pouco mais de uma semana, o astrônomo Roberto Orosei, pesquisador da Universidade de Bolonha, na Espanha, anunciou ter descoberto água líquida e perene em Marte, a 1,5 km abaixo de uma camada de gelo.
A descoberta foi possível após anos de análise de dados de uma sonda espacial lançada em 2003. "Onde tem água, há possibilidade de ter vida, disso a ciência sabe", ressaltam Paiva e Robinson, lamentando a falta de recursos financeiros para as pesquisas.
Pesquisadores
Hoje, no Ceará, estudos relacionados à ufologia são realizados pelo Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), tendo à frente o professor Agobar Peixoto, o Centro Sobralense de Pesquisa Ufológica (CSPU), coordenado por Jacinto de Sousa e o Centro de Ufologia Genesis Terra da Luz, mantido por Welliston Paiva e Centro de Ufologia de Quixadá, tendo à frente Robinson Alencar. Eles contam apenas com o auxílio de voluntários.
Agobar está digitalizando todo o seu material. Ele conta com um dos maiores acervos do País, com mais de dois mil casos catalogados ao longo de mais de meio século dedicado à ufologia. Ele pretende abdicar desses estudos nos próximos cinco anos, mas o seu legado será mantido em segredo. "Tenho muitos registros, mas as pessoas não querem se expor. Esse assunto ainda é polêmico ", justificou.
Provas
Noutra região do Estado, na Praia do Preá, em Jericoacoara, outro ufólogo, Jacinto Pereira de Sousa, o policial rodoviário federal aposentado, também vem se dedicando décadas à solução desse enigma.
Para ele, os questionamentos são simples. "Esse fenômeno é verdadeiro? De onde vem? O que pretendem ? É necessário comprovar as informações e ter cautela ao extraí-las. Saber se quem as fornece consome bebidas alcoólicas, se pertence a alguma seita? Além de tudo isso, as provas ainda não são suficientes".
Alex Pimentel, Verdes Mares

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