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Beija-flor faz ninho na recepção da Agência Municipal de Meio Ambiente de Sobral

O pássaro escolheu um cacto na recepção da AMA de Sobral para colocar seu ninho com dois ovos
Um beija-flor da espécie Besourinho de Bico Vermelho buscou abrigo na sede da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMA) em Sobral, e fez, da instituição, seu lar. Há três semanas, o passáro construiu um ninho em um dos cactos do jardim da autarquia. Em sua nova 'moradia', Aminha, como foi batizada a beija-flor, está chocando dois ovos.
Segundo José André Neto, que trabalha no local e é fotógrafo de pássaros, esta espécie é uma das oito identificadas por ele na cidade de Sobral. “Já faz 10 anos que observo pássaros aqui. Cataloguei mais de 232 espécies em toda a região de Sobral".
A advogada Natália Nara de Araújo tomou um susto quando viu o pássaro atravessar o seu caminho. "Estava saindo para a reunião quando algo passou na minha frente, até me assustei. Parei, olhei e perguntei: é um beija-flor? Algumas pessoas que estavam na recepção confirmaram. Vimos que ele sempre vinha, se estabelecia no cacto e saia”, lembra.
O ninho foi confirmado quando o diretor da unidade de conservação do local foi investigar o fato, conta Natália. “Constatamos que era um ninho realmente. São dois ovinhos que ela está chocando. A gente chega e já dá o bom dia dela e sempre voltamos para dar uma olhadinha”, brinca. O pássaro, conforme André, gosta de locais como jardins e quintais floridos.
Proteção
Na vida do beija-flor Besourinho de Bico Vermelho o macho não participa do processo de criação dos filhotes. Os ovos que estão na sede da AMA de Sobral devem eclodir entre 15 e 18 dias. Durante esse período a mãe sai poucas vezes. Após os filhotes nascerem, a mãe beija-flor continua por perto por mais 20 dias, até os filhotes conseguirem voar e se alimentarem sozinhos.
Até lá, Aminha, nome dado em homenagem ao órgão, contará com a proteção dos funcionários da Ama. “Todo mundo que trabalha na agência está cuidando e tenta proteger na melhor forma que pode”, aponta o fotógrafo de pássaros.
“É uma novidade para gente que no meio urbano ela escolheu para fazer seu ninho bem na entrada da AMA, porque valoriza mais o nosso trabalho, porque somos uma agência de proteção ambiental”, conclui Natália Nara de Araújo.
Diário do Nordeste

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