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Vírus zika leva medo aos municípios cearenses

Com o número de casos de microcefalia saltando de oito registrados no ano passado para 79, em 2015, o surto tanto aumenta o pânico das mulheres grávidas, quanto tem posto à prova a incapacidade dos gestores públicos municipais em conter a doença. A preocupação aumenta com a falta de recursos para o custeio, com atraso de três meses, e inadimplência na transferência de verbas para a atenção à saúde primária e secundária. A tensão aumenta porque há sinais de que as prefeituras não podem pagar os fornecedores e agentes de combate às endemias no mês de dezembro.

Mediante o aumento da doença em todo o Estado, a orientação é prevenção e combate constante ao mosquito Aedes aegypti, que transmite, além da dengue, o vírus chikungunya, a febre do Nilo e o vírus zika, que é suspeito de estar relacionado aos casos de microcefalia.

O problema envolve quase todos os municípios brasileiros, fazendo com que, na segunda-feira passada, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) tenha chamado a atenção de que a situação é ainda mais grave no Nordeste. Segundo levantamento da entidade, apesar das dificuldades, alguns não têm recebido os recursos do governo federal. A consulta foi feita pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS).

O levantamento da Confederação revelou a ausência de quatro repasses em algumas cidades do Nordeste. São eles: o Piso da Atenção Básica (PAB) Fixo, a Vigilância em Saúde, os Agentes de Combate a Endemias (ACE) e o 13.º salário dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Em Missão Velha, na região do Cariri, onde a microcefalia vem apresentando maior número de caos, a secretária de Saúde, Sarah Rachel Correia, confirmou que o município está sem receber verba para a áreas da Vigilância em Saúde e Agentes de Combate a Endemias, no entanto, negou que isso possa interferir nas ações de prevenção.

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